sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vegetarianos são cruéis

E vegans são piores.


Porque todo mundo só tem dó das pobres vacas?
Vegetais também são seres vivos e falta de córtex cerebral não é desculpa.
Malditos vegetarianos; comam pedras!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Berlim rulez

Hoje fez os 20 anos que caiu o muro de Berlim. Já falei sobre isso há um ano atrás, então não vou repetir nada.
Só vou recapitular uma coisa: um sistema político que suprima e subjulgue a liberdade da população não é um sistema dígno. O capitalismo não e a resposta, eu sei, mas antes ele que o comunismo. Se não pudermos atingir o socialismo dentro de ideais frankfurtianos, então melhor nem tentarmos.

E daqui 20 anos, o que estaremos comemorando? Uma revolução ética e da justiça no cenário político brasileiro? A ONU dominando o mundo com um governo global daqueles de arrepiar a espinha de qualquer amante de ficção? Flamengo como maior e melhor time do Brasil? Um sistema monetário único mundial, controlado por banqueiros maçons? O lançamento do "novo" Orkut? A concretização dos planos do priorado de sião? O apocalipse zumbi?

Eu não sei, mas com o tempo a gente descobre, ou não.
Mas, de qualquer forma, nos vemos em 2029.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sujismundo, o rei dos bárbaros

Na Barbária, a velha terra,
Sujismundo reinava soberano.
Fedismuito seu pai era,
Mas ele aposentou-se outro ano.

Sujismundo odiava tomar banho
E suas roupas catingavam a peixe.
Seu rosto era cheio de ranho
E seu cabelo era grudado em feixes.

Mas, apesar de sua higiene má,
Ele era um bom governante.
Do tipo que planta um pomar
e dá os frutos aos retirantes.

Sujismundo lutou em grandes batalhas,
E venceu exércitos poderosos.
Também se escondeu no meio de palha,
E sobreviveu por atos vergonhosos.

Acontece esse tipo de coisa
Com quem governa uma nação.
Um dia, está toda portentosa,
No outro, está caida no chão.

Sjismundo, dos bárbaros, o senhor,
Era alguém de quem se orgulhar.
Mas cheirava chulé, suor e bolor;
Banho só tomou na água do mar.

Daqueles que o seguem,
Pertence essa ode:
Seja os que ajudam os oprimidos
Ou os que fedem feito bode.

No dia em que ele dos mortos voltar
Dos seus será rei outra vez.
Na Barbária irá novamente morar
E a sujeira fará o mesmo na sua tez.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um adeus e algumas memórias

Ontem, levando em conta que já é amanhã, minha bisavó foi encontrar meu bisavô na terra do nunca. Eu digo isso sem chorar; na verdade eu estou sorrindo. Ela já tava cansada desse mundinho nosso (acho que ele cansa rápido) e é o melhor pra ela.
Mas essa partida me faz revirar várias coisas aqui. Por exemplo, quando eu era menor eu acho que tinha um pouco de medo dela. Não, não era medo. Mas tinha um receio. Até porquê, ir vê-la, significava ter que dizer "bença, vó" (não sei como vocês chamam suas bisavós, mas eu chamava a minha de vó) e depois ficar enrolando por algumas horas no quintal, enquanto minha mão e minha avó conversavam com ela.
Nos últimos anos, quando eu já não morava mais na cidade que ela e eu não era mais um garotinho, a coisa mudou. Eu via ela e conversava com ela. Passei a perguntar coisas e pedir pra ela contar uma história de quando ela era moça. Tá que eu tive que ouvir algumas histórias uma dúzia de vezes, no mesmo dia ou não, mas foi bom.

Sempre disseram que antigamente ela era meio severa, mas acho que a idade amoleceu ela, já que ela ria de qualquer abobrinha que eu falasse. E eu fazia questão de dizer qualquer coisa absurda que me viesse, só pra ver ela rir. Poxa, só dor, canseira, tédio da velhice, imobilização e o caramba; não devia ser fácil e se o que eu podia fazer pra melhorar era fazer ela rir alguns minutos, então acho que compensa pensar numas abobrinhas.
Um exemplo clássico é quando eu chegava e ela tava tomando sol na varanda de óculos escuro. Sempre dizia "e aí, vó, tá se achando com esse óculos né? aposto que tava olhando os rapazes na rua". Ou oferecia um leite com chocolate pra ela, chamava ela pra ir passear na rua, fazer compras... Quando ela "reclamava", era divertido fazer ela ver o lado bom da coisa: "a senhora tá velha, mas pelo menos não precisa trabalhar. Só relaxar, tomar um sol, comer biscoito. Eu queria essa vida pra mim".
Na última vez que eu a vi (há uns três meses) eu lembro que fiquei mais ou menos uma hora falando com ela. Ela tava deitada, dizendo que não conseguia dormir de tarde e eu falando que tinha ouvido ela roncar. Ah, acho que (pelo menos nisso) eu fiz a coisa certa. Gastei um tempo com ela ali, ouvindo as mesmas histórias mais uma vez (e dessa vez, pela última vez), estando com ela e tudo o mais. Foi bom, mas nessa hora a gente sempre se pergunta se não podia ter feito mais, se doado mais, passado mais tempo junto, perguntado mais.
Acho que deve ser algo normal.

Tem uma frase que ela me ensinou. Sempre que ela me perguntava como eu tava e eu dizia que tava indo, na correria, estudando, trabalhando ou sei lá o que eu tivesse fazendo, ela sempre respondia "a vida é assim mesmo, sá-minino". Ela chamava todo mundo de sá-minino(a) e eu acho que é alguma contração de "seu menino(a)". E era interessante ouvir isso dela. Não vejo de maneira alguma como conformismo ou indiferença: pra mim, é a visão de alguém que já viveu muito, já se cansou de ver a vida passar e viu que ela é assim mesmo, do mesmo jeito, desde que nasce, até quando morre.

Engraçado que eu só fui assistir Up (da Pixar) hoje. O filme é ótimo e fez meu nariz coçar algumas vezes. E me deixou pensando nisso tudo, na vida, na morte, na breviedade e no passar do tempo. Não consigo entender (ou aceitar) muito o jeito de caminhar da vida, mas, sempre que pensar nisso e não entender, vou tentar me lembrar de uma coisa: "a vida é assim mesmo, sá-minino".

Desculpe se fiz você ler aqui uma história pessoal. Nunca gostei de me abrir aqui, para estranhos (e alguns nem tão estranhos), mas às vezes eu só queria colocar pra fora. Como eu não a verei mais, pois estou muito longe pra dizer "tchau" de perto, então acho que esse é o meu jeito de falar "adeus".

Bem, vó, vai na frente. Dá o meu recado pro vô (que eu nem lembro que recado era, mas eu lembro que tinha um), compra um óculos de sol extra e prepare os biscoitos. Daqui umas décadas a gente se vê de novo e conta mais história. Vou te contar a minha vida, as minhas aventuras e, mais uma vez, vou te fazer rir.
A gente se vê, sá-menina.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Relatório de um dia quase qualquer

Hoje foi um dia curioso. Não aconteceu nada demais, exceto pelo fato de que eu comecei a ter ideias. Nenhuma ideia milaborante, mas tive algumas ideias para alguns projetos pessoais, umas ideias para algumas histórias, uns insights e tal. Não aconteceu nada demais para dar esse bem estar cerebral, mas aconteceu.
Engraçado, porque, geralmente minha criatividade me odeia. Não me considero criativo (no sentido mágico da palavra), só tenho umas ideias curiosas às vezes. Mas hoje ela me deu um "olá", coisa que não fazia há um bom tempo. Engraçado, porque eu estou levente estressado e meio pensativo, sendo que nada disso é favorável para momentos de "deslumbres mentais".
Não vou falar aqui das ideias que eu tive. Sou mais ou menos egoísta com isso. Gosto de mostrar as coisas prontas. Isso de mostrar pela metade, eu só faço se preciso muito de uma opinião sobre o assunto ou se o objetivo da coisa é pra ser meio aberto (sabe aquela coisa americana do "open", de projetos abertos para contribuição e tal?). Mas um dia eu mostro a vocês algo "secreto". Ou não.
Tá, eu tô só enrolando e dizendo como esse dia foi bacana (no sentido mental da coisa) e como gostaria que todos os dias da minha vida fossem assim, com a cabeça aberta e ativa. Que bonito, mas na verdade não é só isso. Acabei de inventar um jogo de baralho extremamente primitivo, mas curioso (pra mim). Depois que eu inventei eu percebi que parece muito com o velho Super Trunfo, mas não foi esse o objetivo.

Como é o jogo? Muito simples: Pegue um baralho (as boas e velhas 52 cartas) e divida para os jogadores (de 2 a 4, será que agenta mais?). Se possível, divida igualmente em valores; se forem dois jogadores, deixe dois naipes inteiros com cada um. Mas isso é uma ideia; embaralhar e distribuir cegamente também pode ser interessante, mas só testando para saber. Ei, eu inventei isso tem 10 minutos, então só tô jogando as ideias. Lembra o que eu falei sobre projetos abertos? Você lê e depois faz do jeito que quiser.
Na hora do jogo, cada jogador escolhe uma carta e coloca ela virada (escondendo o valor) em cima da mesa. Depois que todos jogarem, todos viram. O maior valor vence. O jogador que venceu essa rodada puxa as cartas para si, mas não mistura com as de suas mãos. Elas vão para um monte lateral, chamado de "espólio". No final da partida, quando acabarem as cartas, cada jogador conta em valores as cartas do seu espólio (Ás=1, J=11, Q=12 e K=13). Quem tiver mais, ganha.
Sobre empates. Agora umas ideias, escolha a melhor. Se empatarem os valores das cartas, elas ficam na mesa e vão para quem vencer a rodada seguinte. Mas se tiver mais de dois jogadores, acontece um impasse: ou elas serão disputadas por todos os jogadores, ou os dois que empataram com o maior valor deverão disputar separadamente. O problema é que eles gastarão cartas a mais que os outros que ficaram fora do empate. Ou dá pra criar um sistema de desempate por naipe das cartas (o que cria um problema, já que tem um número par de naipes, mas quem quiser jogar assim que se vire).
Um fator positivo do jogo é que é bem simples. Mas uma graça é a coisa mental: saber a hora certa de jogar (chutando se é bom ou não) uma carta alta ou uma carta baixa. Acho que o principal elemento estratégico deva ser a memorização do que os outros já jogaram e como eles reagem: quais cartas gastam primeiro e quais guardam pro final? Qual suas reações depois de ganhar ou perder uma rodada(como o valor da carta da rodada seguinte)? Acho que é isso. Bem simples, mas fiquei curioso sobre o andar do jogo, se seria interessante. Vou testar depois. Quem quiser testar e comentar aqui, eu agradeço!

Eu queria mesmo é criar algum jogo bacana de estratégia que funcionasse com um baralho normal. Queria algo com uma mecânica estilo Magic, mas não tenho ideia de como poderia ser. Seria legal dar "poderes" especiais às figuras, dar características de jogo aos naipes e até usar coringas para alguma coisa. Como seria, eu não tenho ideia (se soubesse eu já teria criado, não?). Também queria criar um jogo de azar e inteligência, estilo truco, pife e pôquer. Se bem que agora me veio a mente fazer algo com cartas comuns a todos, como as cartas da mesa em uma partida de texas hold'em (uma variação de pôker muito bacana). Mas depois eu vejo isso.
Bem, é isso. Agora eu estou meio relutante em ir dormir e correr o risco de amanhã ser novamente um dia qualquer no sentido de inspirações e ideias. Mas quem sabe? Se eu tiver alguma boa ideia, eu falo.
Ou não!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Faroeste no Alabama

Eu ainda tô sem criatividade para postar. Às vezes penso em algo pra escrever, mas aí faço um resumo e jogo no twitter. Bem mais fácil. haha
Mas é o seguinte: há um ano atrás, eu e um grupo de amigo fizemos uma rádio-novela para um show de talentos. É o "Faroteste no Alabama", uma história de humor passando no velho-oeste americano. Ficou bem legal e a gente se divertiu muito escrevendo, gravando e exibindo. Não tá profissional nem nada, mas tá divertido. Se quiserem ouvir:



Qualquer coisa, cliquem aqui para fazer download ou ouvir direto da página do 4shared. Também tem a "arte" do show. Pedi pra uns dois amigos meus fazerem a pose (será que alguém cai nessa?):



Os créditos da criação, gravação e edição são de: Adriel, Xander, Elisa, Laís, Emiliano e Ásbel. Pois é, pouquinha gente e o resultado foi bem legal.
Às vezes eu penso em escrever uma outra história e gravar e tal, fazer as vozes, colocar uns efeitos e publicar, só por diversão. Quem sabe um dia?
Esse post é um oferecimento de:



Gostou? Eu que fiz. =D

Ps: eu queria é um site bacana pra publicar podcasts. Não achei nenhum decente, com upload e um embed que preste. O Odeo não aceita mais e fiquei na mão; por isso estou usando o 4shared, mas queria algo mais "web 2.0". Se souberem de alguma coisa bacana, deixem um recado nos comentários, ok?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Porradaria no MyBrute

Cara, tô sem assunto.

Se alguém já brincou no MyBrute, entra aí, se quiser começar agora, também vale.
Uma baita matação de tempo safada, mas fazer o que. É o que chamamos de internet!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Bem-vindos à Sociedade Fantasma


Se eu fosse o Barão Rufflenstein, pensaria duas vezes antes de tentar dominar o mundo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ken Lee

Tô aqui visitando meu parceiro Top Tela quando me deparo com algo engraçadíssimo: Em um American Idol de algum país aleatório, uma lunática metida a cantora achou que seria capaz de cantar o clássico de Mariah Carey.
E você achou que esse animais gênios da música só existiam no Brasil?


Fica aí a dica: visite sempre o Top Tela pra conhecer o novo hit do Youtube.
E mais uma dica: não tente cantar se você não sabe.

sábado, 4 de julho de 2009

O mal que há no mundo

Cara, eu me divirto lento os termos de busca que as pessoas usaram para chegar até aqui. E como e estou de bom-humor, vou dividir a minha diversão com vocês:

brasil com s ou com z reforma ortografica
Esse aí, ou é burro, ou desinformado, ou os dois.  Melhor nem comentar.

discurso de formatura de gastronomia
Comece assim: "Emapadinhas e croquetes, boa noite!". Aí você ganhou a platéia, pode dizer a bobeira que quiser que ninguém vai ligar.

discurso de formatura em mecanica
Igual ao anterior, mas comece por "Porcas e parafusos, boa noite!".

apilidos para buchechudos
Nunca assistiu Chaves? Chame de "bochechas de buldogue velho", ou então só de Kiko. E é "apelido", seu ignorante.

como xavecar a cunhada
como xavecar sogra

Pra xavecar a cunhada o cara tem que pôr um galho na namorada ou então no irmão. Agora, xavecar a sogra, nem preciso comentar né? A menos que sua esposa tenha morrido e você decidiu continuar na família.
Cada um que me aparece por aqui...

Não falei que era divertido? Aposto que esse post vai deixar muito mais gente feliz que aquele post sobre o Superman. E olha que esse eu escrevi em 5 minutos, enquanto eu demorei quase uma hora naquele. Mas tudo bem, como diz a minha bisavó: "a vida é assim, sá-minino".
Até o próximo post!